CELSON JOSÉ DEDICA-SE A VENDA DE PEIXE SECO PARA SUSTENTAR SUA FAMÍLIA
“Sinto-me muito feliz porque consegui construir a minha casa, coloquei energia e comprei uma Tv plasma. Em casa conseguimos comer e satisfazer as nossas necessidades”
Para fazer face ao desemprego e a radicalização a grupos armados, centenas de jovens do distrito de Eráti, província de Nampula, desenvolvem pequenas iniciativas de geração de renda, através de grupos de poupança e crédito rotativo criados nas suas comunidades, onde solicitam empréstimos para desenvolver pequenos negócios.
Um dos exemplos é o jovem Celson José, residente na comunidade de Namapa, que solicitou 4.160,00 meticais para revender peixe seco. Antes passava por grandes dificuldades para sustentar a sua família.
“Eu era um jovem desempregado, sem nenhuma ocupação e vivia de biscatos para conseguir algo para colocar na mesa”, recordou.
Tal como vários jovens da sua comunidade, teve acesso aos treinamentos e ao financiamento para desenvolver o seu negócio.
“Depois de receber o treinamento em gestão de negócios, submeti ao meu grupo, um projecto de venda de peixe seco, onde solicitei 4.160,00 meticais”, explicou.
Com o lucro obtido na venda de peixe seco, José conta que conseguiu ganhos assinaláveis.
“Sinto-me muito feliz porque consegui construir a minha casa, coloquei energia e comprei uma Tv plasma. Em casa conseguimos comer e satisfazer as nossas necessidades”, disse.
José, fez saber igualmente que já devolveu o valor solicitado e continua a poupar para um dia voltar a ampliar o seu negócio.
Esta iniciativa surge no âmbito no projecto Prevenção do Extremismo Violento (PVE), implementado pela Associação ActionAid Moçambique (AAMoz), através da Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN), com o financiamento do Fundo Global de Engajamento e Resiliência da Comunidade (GCERF).
O projecto PVE está a ser implementado nas províncias de Cabo Delgado, Niassa e Nampula até finais de 2026, pela AAMoz, em parceria com a Associação ASSANA, Fundação NUNISA, Conselho Cristão de Moçambique (CCM Cabo Delgado e Niassa), Associação Kuendeleya e o Movimento Activista Moçambique (MAM).