Skip to main content

ADIN E GCERF REFORÇAM CAPACIDADES DOS GOVERNOS LOCAIS PARA PREVENIR O EXTREMISMO VIOLENTO

FORMAÇÃO ESTRATÉGICA SOBRE PREVENÇÃO DO EXTREMISMO VIOLENTO

FORMAÇÃO ESTRATÉGICA SOBRE PREVENÇÃO DO EXTREMISMO VIOLENTO

Representantes de instituições públicas, confissões religiosas e organizações da sociedade civil da província de Nampula concluíram, esta sexta-feira (24), uma formação estratégica sobre Prevenção do Extremismo Violento, que reforçou as suas capacidades para planear respostas preventivas assentes nos direitos humanos, na coordenação institucional e na participação activa das comunidades.

Promovida pela Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN), em parceria com o Fundo Global de Engajamento e Resiliência Comunitária (GCERF), a formação decorreu no âmbito do Projecto de Prevenção do Extremismo Violento (PVE) e procurou fortalecer as capacidades técnicas e institucionais dos governos locais para identificar factores de risco e responder às causas da radicalização através de abordagens preventivas e inclusivas.

No segundo e último dia, os participantes aprofundaram instrumentos de planeamento e coordenação institucional, com destaque para o papel dos governos locais na prevenção do extremismo violento, os critérios de selecção de beneficiários, a articulação com as organizações da sociedade civil, bem como princípios orientadores das intervenções, como a abordagem baseada nos direitos humanos e o princípio de "Não Causar Dano" (Do No Harm).

A componente prática da formação permitiu aos participantes elaborar planos de acção adaptados às realidades dos seus distritos, identificar factores de risco, definir prioridades de intervenção e estabelecer mecanismos de coordenação capazes de fortalecer a resiliência das comunidades.

Para os participantes, a formação trouxe ferramentas que poderão melhorar a resposta das instituições aos desafios enfrentados pelas comunidades.

"Esta formação ajudou-nos a compreender melhor as causas do extremismo violento e mostrou-nos que a prevenção começa nas comunidades. Saímos daqui com ferramentas para trabalhar de forma mais próxima das pessoas e construir respostas adequadas à realidade de cada distrito", afirmou Osvaldo Carlos, em representação dos participantes.

O representante do Fundo Global de Engajamento e Resiliência Comunitária (GCERF) em Moçambique, Manuel Sambo, destacou que o sucesso da prevenção depende da capacidade das instituições transformarem o conhecimento adquirido em acções concretas.

"O conhecimento só produz impacto quando é aplicado. Esperamos que os planos desenvolvidos durante esta formação sirvam de base para intervenções concretas, capazes de fortalecer a confiança entre as instituições e as comunidades e reduzir os factores que favorecem o extremismo violento", afirmou Manuel Sambo, representante do GCERF em Moçambique.

Ao encerrar a formação, os participantes assumiram o compromisso de aplicar os conhecimentos adquiridos no planeamento de intervenções que reforcem a inclusão, a participação comunitária e a resolução pacífica de conflitos, contribuindo para comunidades mais resilientes e menos vulneráveis ao extremismo violento.

Refira-se que os projectos financiados pelo Fundo Global de Engajamento e Resiliência Comunitária (GCERF), através da Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN), decorrem até finais de 2026 nas províncias de Cabo Delgado, Niassa e Nampula. A implementação é assegurada pela Associação ActionAid Moçambique (AAMoz), Fundação Mecanismo de Apoio à Sociedade Civil (MASC) e Associação de Apoio e Assistência Jurídica às Comunidades (AAAJC), em estreita colaboração com parceiros locais, com vista ao fortalecimento da resiliência comunitária e à redução das vulnerabilidades associadas ao extremismo violento.