FEIRA DE KATAPUA REFORÇA A COESÃO SOCIAL E FORTALECE OPORTUNIDADES ECONÓMICAS PARA JOVENS
Prevenção do Extremismo Violento
"Além das vendas, conhecemos outras empreendedoras, trocámos experiências e adquirimos novos conhecimentos para desenvolver os nossos negócios. Esta iniciativa mostra que as mulheres têm capacidade para crescer, gerar rendimento e contribuir para o desenvolvimento das suas comunidades".
O testemunho de Nina Artur reflecte o impacto da I Feira de Negócios, Empreendedorismo, Paz e Coesão Social de Katapua, realizada no Posto Administrativo de Katapua, distrito de Chiúre, que reuniu jovens, mulheres empreendedoras, instituições públicas, sector privado, organizações da sociedade civil e parceiros de desenvolvimento para promover oportunidades económicas, fortalecer a coesão social e valorizar o potencial das comunidades locais.
Promovida pela Fundação Nunisa, em parceria com a Associação ActionAid Moçambique (AAMoz), a iniciativa decorreu no âmbito do Projecto Prevenção do Extremismo Violento (PVE), financiado pelo Fundo Global de Engajamento e Resiliência Comunitária (GCERF), através da Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN). A feira criou um espaço para exposição e comercialização de produtos locais, intercâmbio de experiências, criação de novas oportunidades de negócio e valorização da cultura como elemento de união e convivência pacífica.
Para o expositor José Nihuco, a feira representou uma oportunidade para dar maior visibilidade ao seu trabalho e estabelecer novas ligações comerciais.
"Participar nesta feira permitiu-nos apresentar os nossos produtos, conquistar novos clientes e divulgar o nosso negócio junto de diferentes instituições. Para nós, pequenos empreendedores, estes espaços abrem portas para novas oportunidades e motivam-nos a continuar a investir no nosso trabalho".
A Administradora do Distrito de Chiúre, Isaura Máquina, considerou que a iniciativa demonstra o impacto da colaboração entre o Governo, parceiros de desenvolvimento e comunidades na criação de oportunidades para a juventude e para as mulheres.
"O empreendedorismo é um motor para o crescimento económico, a geração de emprego e a redução das vulnerabilidades sociais. Esta iniciativa reforça os esforços para promover a paz, a coesão social e o desenvolvimento sustentável em Cabo Delgado".
Na mesma linha, o representante da ADIN, Cláudio Sassita, destacou que o fortalecimento dos meios de subsistência constitui uma das estratégias para reduzir vulnerabilidades e reforçar a resiliência comunitária.
"Quando criamos oportunidades económicas para jovens e mulheres, fortalecemos a inclusão social e reduzimos factores que podem aumentar a vulnerabilidade das comunidades. O desenvolvimento económico local também é um caminho para consolidar a paz".
A feira contou ainda com apresentações culturais que evidenciaram a riqueza da identidade de Katapua, reforçando a cultura como instrumento de diálogo, inclusão e convivência pacífica entre as comunidades.
A iniciativa reflecte a abordagem do Projecto de Prevenção do Extremismo Violento, que coloca as comunidades no centro das soluções e aposta no fortalecimento dos meios de subsistência, do empreendedorismo e das parcerias locais para promover maior autonomia económica, inclusão social, coesão comunitária e resiliência.
Refira-se que o Projecto de Prevenção do Extremismo Violento está a ser implementado nas províncias de Cabo Delgado, Niassa e Nampula até finais de 2026, em parceria com a Associação ASSANA, a Fundação NUNISA, o Conselho Cristão de Moçambique (CCM Cabo Delgado e Niassa), a Associação Kuendeleya e o Movimento Activista Moçambique (MAM).