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CECÍLIA MOSTRA COMO UMA PEQUENA POUPANÇA PODE TRANSFORMAR UMA VIDA DURANTE VISITA DE MONITORIA E ASSISTÊNCIA TÉCNICA

CECÍLIA MOSTRA COMO UMA PEQUENA POUPANÇA PODE TRANSFORMAR UMA VIDA DURANTE VISITA DE MONITORIA E ASSISTÊNCIA TÉCNICA

Prevenção do Extremismo Violento

Aos 23 anos, Cecília Alberto transformou as poupanças do seu grupo num pequeno negócio, cujos lucros permitiram-lhe comprar bens essenciais e uma estufa para fazer bolos, resultado conhecido durante uma visita de monitoria e assistência técnica às comunidades de Lussanhando, Matemangue e Naossa, no distrito de Lichinga.

“Comecei a poupar e, com o dinheiro que consegui juntar, iniciei o meu negócio. Com os lucros, fui comprando algumas coisas de que precisava em casa e também investi no meu negócio”, conta Cecília.

A sua experiência foi um dos exemplos conhecidos durante uma visita de monitoria multissectorial e assistência técnica às comunidades de Lussanhando, Matemangue e Naossa, que contou com a participação da Secretária Permanente, Filipa Baptista, do Chefe do Posto Administrativo de Lussanhando, de um representante da Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN), entre outros intervenientes.

Durante a visita, foram acompanhadas de perto as actividades dos grupos de poupança, círculos de reflexão e espaços seguros, permitindo observar os resultados alcançados pelas comunidades e identificar oportunidades para reforçar o apoio técnico às iniciativas em curso.

Ao conhecer as actividades, a Secretária Permanente mostrou-se satisfeita com o envolvimento das comunidades e procurou compreender de perto como estas iniciativas estão a contribuir para o fortalecimento das capacidades locais, a melhoria das condições de vida e a promoção da paz e coesão social.

A história de Cecília ilustra parte destes resultados. O que começou com uma contribuição para um grupo de poupança transformou-se numa oportunidade para iniciar uma actividade geradora de rendimento. Com os lucros obtidos, conseguiu adquirir bens para o seu agregado familiar e uma estufa que lhe permite continuar a desenvolver o seu negócio de produção de bolos.

“Hoje sinto que a poupança ajudou-me a mudar a minha vida. Consigo fazer o meu negócio, ter algum lucro e comprar aquilo de que preciso. Também quero continuar a poupar para fazer crescer o meu negócio”, acrescenta.

Para além da dimensão económica, as actividades acompanhadas procuram criar espaços onde as comunidades possam dialogar, reflectir sobre os seus desafios e construir soluções colectivas. Os círculos de reflexão e os espaços seguros oferecem oportunidades para que jovens e outros membros das comunidades partilhem experiências, reforcem relações de confiança e contribuam para comunidades mais coesas e resilientes.

A visita permitiu, assim, aproximar a monitoria dos resultados vividos pelas comunidades, combinando acompanhamento, escuta e assistência técnica para fortalecer as iniciativas existentes e responder às necessidades identificadas no terreno.

O Projecto de Prevenção do Extremismo Violento (PVE) é implementado nas províncias de Cabo Delgado, Niassa e Nampula até finais de 2026, em parceria com a Associação ASSANA, Fundação NUNISA, Conselho Cristão de Moçambique (CCM – Cabo Delgado e Niassa), Associação Kuendeleya e Movimento Activista Moçambique (MAM).

A iniciativa procura fortalecer a resiliência das comunidades através de acções que promovem oportunidades económicas, participação comunitária, paz, coesão social e prevenção das vulnerabilidades associadas ao extremismo violento.