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“O DINHEIRO QUE GANHO AJUDA-ME A COMPRAR MAIS PRODUTOS E SUSTENTAR OS MEUS FILHOS”, JOANA CARLOS

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Quando Joana Carlos, de 31 anos, deixou a Ilha do Ibo para viver na cidade de Pemba, província de Cabo Delgado, procurava uma oportunidade para reconstruir a sua vida, garantir o sustento da família e oferecer um futuro melhor aos seus filhos.

Antes da mudança, vivia com a sua tia na Ilha do Ibo, onde mantinha uma pequena banca de venda de produtos básicos. Ao chegar a Pemba, enfrentou novos desafios, mas não desistiu de trabalhar. Hoje vive com a irmã, o cunhado, a tia e os seus três filhos. É a única pessoa da casa com uma actividade geradora de rendimento e assume a responsabilidade de apoiar toda a família.

Foi neste contexto que decidiu integrar um grupo local de Poupança e Crédito Rotativo apoiado pelo Projecto “Prevenção do Extremismo Violento (PVE)”. Para Joana, o grupo representa um espaço de aprendizagem, solidariedade e apoio mútuo entre mulheres e outros membros da comunidade.

“Entrei no grupo porque tem muitas vantagens. Todos os domingos fazemos a nossa poupança e isso ajuda-me a conseguir dinheiro para sustentar os meus filhos”, contou.

Depois de criar o seu histórico de poupança, Joana solicitou um empréstimo de 2.000 meticais ao grupo, que tem vindo a reembolsar em prestações de 150 meticais por semana. O financiamento permitiu-lhe reforçar o seu pequeno negócio, tendo comprado produtos como farinha de trigo, óleo alimentar, carvão, e ingredientes para preparar bolinhos e apas que vende diariamente no seu bairro, Paquite.

Os resultados começaram rapidamente a aparecer. Actualmente, Joana obtém um lucro médio de cerca de 2.000 meticais por mês, rendimento que utiliza para alimentar os filhos, reinvestir no negócio e responder às necessidades básicas da família.

“O dinheiro que ganho ajuda-me a comprar mais produtos, sustentar os meus filhos e continuar a fazer crescer o meu negócio”, explicou.

Para Joana, porém, a participação no grupo de PCR fortaleceu a sua confiança, ampliou a sua visão sobre o futuro e reforçou valores de convivência pacífica e responsabilidade colectiva.

“Este projecto é muito bom para nós. Está a abrir a nossa cabeça para seguirmos o caminho certo, para não roubarmos, nem agredirmos outras pessoas. Estamos a aprender a trabalhar, a poupar e a construir um futuro melhor”, relatou.

Esta história integra as acções do Projecto “Prevenção do Extremismo Violento (PVE)”, implementado pela Associação ActionAid Moçambique (AAMoz), através da Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN), com financiamento do Fundo Global de Engajamento e Resiliência da Comunidade (GCERF). O projecto é implementado nas províncias de Cabo Delgado, Niassa e Nampula, em parceria com a Associação ASSANA, Fundação NUNISA, Conselho Cristão de Moçambique (CCM Cabo Delgado e Niassa), Associação Kuendeleya e o Movimento Activista Moçambique (MAM).