GCERF E ADIN REFORÇAM CAPACIDADES LOCAIS PARA PREVENÇÃO DO EXTREMISMO VIOLENTO EM CABO DELGADO
Prevenção do Extremismo Violento
A formação, com duração de três dias (18 a 20 de Maio), reuniu participantes provenientes dos distritos de Quissanga, Macomia, Chiúre, Metuge, Ancuabe e da cidade de Pemba, incluindo técnicos do Governo Provincial e representantes da Associação ActionAid Moçambique (AAMoz), Fundação NUNISA, Associação Kuendeleya e Fundação MASC, no âmbito do projecto de Prevenção do Extremismo Violento (PVE), financiado pelo GCERF através da ADIN.
A iniciativa visa reforçar capacidades técnicas, institucionais e comunitárias para responder aos desafios impostos pelo extremismo violento, fenómeno que há mais de sete anos afecta vários distritos do norte de Moçambique, comprometendo a estabilidade social, económica e o desenvolvimento das comunidades.
Na cerimónia de abertura, dirigida pela Secretária Permanente do Distrito de Pemba, Maria Tauabo, em representação da administradora distrital, foi realçado que o fortalecimento das capacidades locais poderá contribuir para o aumento da confiança entre as comunidades e as instituições públicas, promover maior participação comunitária, coesão social e convivência pacífica.
Por sua vez, o representante do GCERF em Moçambique, Manuel Sambo, sublinhou a importância do envolvimento das organizações da sociedade civil na construção da resiliência comunitária e na prevenção do extremismo violento. Segundo explicou, a formação resulta da experiência acumulada pelo GCERF em diferentes contextos internacionais afectados pelo extremismo, o que permite adaptar metodologias e conhecimentos à realidade moçambicana.
“Esperamos que desta formação saiam quadros com capacidade crítica para compreender as causas do extremismo violento e desenhar políticas e programas eficazes de prevenção e combate”, afirmou Manuel Sambo.
Durante a sessão, o chefe do escritório da ADIN, Mocif Magaia, realçou a importância de reforçar as capacidades institucionais e comunitárias na prevenção do extremismo violento, como parte essencial dos esforços de reconstrução e consolidação da paz em Cabo Delgado.
“O objectivo é aprimorar a nossa capacidade de analisar o fenómeno do terrorismo e melhorar a eficácia dos programas de reconstrução e desenvolvimento que estão a ser implementados”, destacou.
Por sua vez, as organizações participantes, como ActionAid, a ASSANA e a NUNISA, consideram que o treinamento reforçou a necessidade de continuar a investir em soluções comunitárias sustentáveis, coordenadas e multissectoriais, com enfoque na juventude, na inclusão social, no diálogo comunitário e no fortalecimento dos meios de subsistência. Estas acções são vistas como estratégias fundamentais para a promoção da paz, da coesão social e da prevenção do extremismo violento nas comunidades.
Importa referir que o projecto PVE está a ser implementado nas províncias de Cabo Delgado, Niassa e Nampula até finais de 2026, pela Associação ActionAid Moçambique (AAMoz), em parceria com a Associação ASSANA, Fundação NUNISA, Conselho Cristão de Moçambique (CCM Cabo Delgado e Niassa), Associação Kuendeleya e o Movimento Activista Moçambique (MAM).