MONDON IBRAIMO: “COM O NEGÓCIO CONSTRUÍ UMA CASA”
“Ter a minha casa é diferente de tudo o que já tinha conquistado antes. Foi o negócio que construí com as minhas mãos, que tornou isso possível. Com o negócio construí uma casa”, afirmou.
Mondon Ibraimo tem 24 anos e vive em Alua-Sede, distrito de Eráti, província de Nampula. Desde cedo alimentou um sonho concreto, tornar-se empresário.
“Desde que terminei o ensino secundário, eu já tinha ideias de negócio na cabeça. O que me faltava era o dinheiro para começar”, recordou Mondon.
Não foi falta de vontade nem de planos. Foi falta de capital. Essa barreira começou a ceder quando Mondon tornou-se membro do primeiro grupo de poupança e crédito rotativo (PCR). Ali teve acesso a um empréstimo de 7.500 meticais.
“Quando recebi o empréstimo, sabia que não podia falhar. Era a oportunidade que eu andava à espera”, explicou.
Com o valor, iniciou um pequeno negócio de venda de adornos e acessórios. Um começo modesto, mas pensado com cuidado.
O negócio cresceu com o trabalho diário de Mondon. Reinvestir em vez de gastar, ganhar a confiança dos clientes, ajustar o que vendia consoante a procura.
“No início foi difícil, vendia pouco. Mas percebi o que as pessoas realmente queriam comprar”, partilhou.
Esse ajuste fez a diferença. Hoje, Mondon já não vende só adornos, tem uma banca própria, onde comercializa pastas, relógios e outros artigos de valor.
“Ver a minha banca cheia de clientes é uma sensação diferente de tudo. É a prova de que o trabalho deu resultado”, disse.
O crescimento do negócio trouxe uma mudança concreta na vida de Mondon, antes vivia numa casa arrendada. Hoje, com o rendimento gerado pelo próprio negócio, tem casa própria.
“Ter a minha casa é diferente de tudo o que já tinha conquistado antes. Foi o negócio que construí com as minhas mãos, que tornou isso possível. Com o negócio construí uma casa”, afirmou.
Mondon não vê este momento como um ponto de chegada.
“Hoje já vejo sinais de que estou a alcançar o meu sonho. Continuarei a trabalhar com dedicação para me tornar um grande empresário no futuro”, contou.
Esta iniciativa faz parte do projecto Prevenção do Extremismo Violento (PVE), implementado pela Associação ActionAid Moçambique (AAMoz), através da Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN), com financiamento do Fundo Global de Engajamento e Resiliência da Comunidade (GCERF).
Importa salientar que o projecto PVE está a ser implementado nas províncias de Cabo Delgado, Niassa e Nampula até finais de 2026, pela AAMoz, em parceria com a Associação ASSANA, Fundação NUNISA, Conselho Cristão de Moçambique (CCM Cabo Delgado e Niassa), Associação Kuendeleya e o Movimento Activista Moçambique (MAM).