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𝐌𝐮𝐥𝐡𝐞𝐫𝐞𝐬 𝐝𝐞𝐬𝐥𝐨𝐜𝐚𝐝𝐚𝐬 𝐩𝐞𝐥𝐚 𝐢𝐧𝐬𝐮𝐫𝐠ê𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐭𝐫𝐚𝐧𝐬𝐟𝐨𝐫𝐦𝐚𝐦 𝐝𝐨𝐫 𝐞𝐦 𝐟𝐨𝐫ç𝐚 𝐜𝐨𝐥𝐞𝐜𝐭𝐢𝐯𝐚, 𝐧𝐚 𝐩𝐫𝐨𝐯í𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐝𝐞 𝐂𝐚𝐛𝐨 𝐃𝐞𝐥𝐠𝐚𝐝𝐨

Capacitação em saúde mental fortalece resiliência, autocuidado e redes de apoio comunitário em contextos de deslocação forçada

Capacitação em saúde mental fortalece resiliência, autocuidado e redes de apoio comunitário em contextos de deslocação forçada.

Mulheres deslocadas pela insurgência armada em Cabo Delgado, maioritariamente oriundas do distrito de Macomia, estão a reforçar a sua resiliência emocional e capacidade de apoio comunitário após beneficiarem de um treinamento em saúde mental e prestação de primeiros cuidados psicológicos. 

A iniciativa teve como objectivo fortalecer estratégias de autocuidado, apoio mútuo e resposta ao sofrimento emocional em contextos de crise, e foi realizada no dia 20 de Janeiro de 2026, em Pemba (Maringanha), pela Associação ActionAid Moçambique (AAMoz), em parceria com instituições governamentais distritais.

A formação, que envolveu 40 participantes, decorreu no bairro da Maringanha e foi facilitada por técnicos da Direcção Provincial do Género, Criança e Acção Social (DPGCAS) e do Serviço Distrital de Saúde, Mulher e Acção Social (SDSMAS), no âmbito do Projecto de Coordenação Estratégica da Resposta Humanitária, implementado pela Associação ActionAid Moçambique, com o apoio da ActionAid UK e financiamento da People’s Postcode Lottery (PPL), abrangendo mulheres dos Espaços Seguros, líderes comunitários, activistas, técnicos distritais e membros das equipas de implementação, com vista ao reforço da coordenação interinstitucional e da resposta comunitária em saúde mental e apoio psicossocial.

Desde o início da insurgência no norte de Moçambique, em 2017, milhares de famílias foram forçadas a abandonar as suas casas, enfrentando perdas humanas, ruptura de laços comunitários e elevados níveis de sofrimento emocional, com impactos agravados para mulheres e raparigas devido aos riscos acrescidos de violência baseada no género e sobrecarga de cuidados.

Foi neste contexto, que o treinamento se afirmou como um espaço seguro e transformador, permitindo às participantes partilhar experiências, identificar sinais de stress e ansiedade, e explorar estratégias práticas de autocuidado e apoio mútuo, sendo para muitas mulheres deslocadas a primeira oportunidade de falar abertamente sobre o peso emocional da deslocação e da violência vivida