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ACTIONAID MOÇAMBIQUE DISTRIBUI 41 KITS DE EMERGÊNCIA ÀS VÍTIMAS DAS CHEIAS EM TANINGA

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“Estou feliz por ter recebido o kit de emergência porque já não tinha nada para mim e para o meu filho de três meses"

Quarenta e uma famílias afectadas pelas cheias na comunidade de Taninga, Posto Administrativo 3 de Fevereiro, distrito da Manhiça, receberam, na última sexta-feira (13), kits de emergência para apoiar a sua recuperação após dias de sofrimento e perdas incalculáveis.

A zona ficou totalmente alagada na sequência das chuvas intensas que continuam a afectar a província de Maputo. Muitas famílias perderam tudo o que tinham e sobreviveram em condições extremas, obrigadas a permanecer dias em cima de árvores e nos tectos das casas à espera de socorro. O resgate só foi possível graças à intervenção de helicópteros e barcos mobilizados para retirar as pessoas das áreas inundadas.

Após o salvamento, as famílias permaneceram mais de 15 dias nos centros de reassentamento instalados na Escola 3 de Fevereiro e no Instituto de Formação de Professores de Chibututuine, na Manhiça, onde aguardaram assistência humanitária.

A distribuição foi realizada pela Associação ActionAid Moçambique (AAMoz), com o apoio local do Núcleo Académico para o Desenvolvimento da Comunidade (NADEC) e do Movimento Activista do Distrito da Manhiça, com fundos mobilizados pela ActionAid International. A cerimónia contou com a presença do Chefe do Posto Administrativo de 3 de Fevereiro e do chefe da localidade de Taninga.

Cada uma das 41 famílias recebeu um kit composto por uma rede mosquiteira, uma manta, baldes de 20 e 10 litros, uma esteira, pasta dentífrica, quatro escovas de dente, giletes, um frasco de Certeza (150ml), um quilograma de detergente em pó, duas barras de sabão, dois pacotes de pensos higiénicos e peças de vestuário.

Alegria Jacinto, mãe de um menor de três meses, disse estar emocionada por finalmente receber assistência e este apoio representa um recomeço.

“Estou feliz por ter recebido o kit de emergência porque já não tinha nada para mim e para o meu filho de três meses. Gostaria também de pedir um terreno para construir uma casa, porque vivo numa zona baixa”, afirmou.

Marta Mabunda, viúva e residente da comunidade de Taninga, conta que perdeu quade tudo e este apoio veio trazer alguma esperança. 

“Estou feliz porque sou pobre e agora vou ter comida. A chuva estragou tudo, a casa e a machamba. Também perdi alguns animais, como porcos e cabritos”, contou.

Em Taninga, a distribuição foi reorganizada para um modelo comunitário após o encerramento dos centros de acomodação, o que garantiu um processo participativo de priorização das famílias mais vulneráveis, com enfoque especial nas mulheres e agregados em situação de maior risco.

Ao todo, a resposta humanitária prevê apoiar 300 famílias nos Postos Administrativos de Xinavane, 3 de Fevereiro e Ilha Josina Machel no distrito da Manhiça.