CHEIAS EM MANHIÇA: MULHERES COM BEBÉS ENCONTRAM ESPERANÇA NOS KITS DE EMERGÊNCIA
“Perdemos tudo. Pensei no pior. Hoje estou muito feliz com a ajuda que recebemos"
Alegria Jacinto, Juliana Paulo e Cezaltina Lucas perderam quase tudo quando as cheias inundaram as suas casas. As três são mães de bebés pequenos e viveram dias de medo e incerteza.
Alegria, de 26 anos, da localidade de Taninga, mãe de um bebé de três meses, lembra o desespero que passou.
“Perdemos tudo. Pensei no pior. Hoje estou muito feliz com a ajuda que recebemos. Esta ajuda deu-nos esperança e motivos para sorrir, mas precisamos de leite, fraldas e um terreno para reconstruir nossas vidas”.
Juliana, de 28 anos, do bairro Sambo, em Xinavane, mãe de uma bebé de quatro meses, conta como se salvaram.
“A água subiu tão rápido e tivemos que subir para o teto da casa. Fomos resgatadas de helicóptero para 3 de Fevereiro. Agora, com este apoio, podemos começar a reerguer-nos, porque ainda não temos comida na machamba”.
Cezaltina Lucas, de 24 anos, do bairro Sambo, em Xinavane, não escondeu a sua satisfação pelo apoio recebido.
"Estou feliz porque não acreditava que teríamos apoio nesta zona. Estou muito grata por todo o apoio recebido. Que Deus possa abençoar todas as pessoas que nos ajudaram”.
A acção contou com o apoio do Núcleo Académico para o Desenvolvimento da Comunidade (NADEC) e do Movimento Activista do Distrito da Manhiça, com fundos da ActionAid Internacional. Os kits de emergência incluem alimentos, produtos de higiene e itens essenciais.
Xinavane foi o bairro mais atingido, com 16 dos 19 bairros inundados. Muitas famílias ainda vivem em casas danificadas ou em locais precários após o encerramento dos centros de reassentamento.
A distribuição foi reorganizada para um modelo comunitário, que priorizou famílias vulneráveis, especialmente mulheres e crianças. No total, 300 famílias nos postos administrativos de Xinavane e 3 de Fevereiro receberam apoio directo.